sexta-feira, 21 de agosto de 2015
João Cândido Felisberto, Almirante Negro (1880 - 1969) - Heróis de Todo ...
João Cândido Felisberto nasceu no Rio Grande do Sul, em 1880. Filho de ex-escravos, aos 14 anos entrou para a Marinha, instituição que na época era composta por 50% de negros, 30% de mulatos, 10% de caboclos e 10% de brancos. A maioria dos marinheiros, assim, era composta por homens pobres, geralmente filhos de escravos, que recebiam salários irrisórios e eram constantemente humilhados. Os castigos físicos haviam sido abolidos no Exército em 1890, mas na Marinha persistia a aplicação de chibatadas, que recaíam principalmente sobre os marujos, pois ocupavam a base da hierarquia militar.
João Cândido entrou para a História como líder da Revolta da Chibata, ocorrida em 1910, contra os castigos físicos impostos aos marinheiros. Por conta deste evento, foi apelidado de Almirante Negro.
Na noite de 22 de novembro de 1910, o marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes foi condenado ao castigo. Logo no início o rapaz desmaiou, mas continuou a receber as chibatadas. O fato fez com que centenas de marinheiros se rebelassem. A insurreição, liderada por João Cândido, começou a bordo do Minas Gerais, mas atingiu outros navios, que tiveram seus comandantes destituídos. Horas depois, cerca de dois mil marinheiros tinham sob seu comando os principais navios de guerra da esquadra, mantendo os canhões apontados para o Rio de Janeiro, então capital da República. Eles exigiam o fim dos castigos corporais na Marinha.
Com receio das conseqüências da revolta, o presidente Hermes da Fonseca atendeu aos pedidos dos marujos, pois o pânico já havia levado milhares de habitantes a fugir da cidade. No entanto, assim que os rebeldes se entregaram com a promessa de anistia no dia 25 de novembro, o governo decretou suas expulsões da Marinha. Dezoito líderes foram para uma solitária no Batalhão Naval na Ilha das Cobras, no Rio. Apenas João Cândido e um companheiro saíram vivos. Os outros 16 marinheiros morreram sufocados, pois a prisão era lavada com uma solução de água e cal -- quando a água evaporava, o cal penetrava nos pulmões dos marinheiros, matando-os.
João Cândido foi banido da Marinha e chegou a ser internado em um hospício. Foi absolvido, mas nunca deixou de ser vigiado pela polícia, até mesmo em seu enterro. Teve 12 filhos, em quatro casamentos. Nunca mais conseguiu arrumar emprego fixo e passou o resto da vida trabalhando como estivador na Praça XV, no Rio de Janeiro, e fazendo biscates. Morreu em 1969, aos 89 anos, no anonimato.
No começo da década de 70, João Bosco e Aldir Blanc homenagearam João Cândido Felisberto com o samba O Mestre-sala dos mares. A história do Almirante Negro e da Revolta da Chibata ainda fazia eco nos círculos militares. A música acabou sendo vetada pela censura por trazer à tona um assunto proibido pelas Forças Armadas.
Fonte: http://www.acordacultura.org.br/heroi...
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Da metamorfose a liberdade
DA
METAMORFOSE À LIBERDADE
COMO
TUDO COMEÇOU....
EM
UMA ATIVIDADE NO PÁTIO, UMA ALUNA DA EDUCAÇÃO INFANTIL, ENCONTROU
4 LAGARTAS NUM ARBUSTO, E ME TROUXE EM MÃOS. OS COLEGAS A
ACOMPANHARAM ALVOROÇADOS. ALGUNS QUERIAM MATÁ-LAS E OUTROS QUERIAM
SALVÁ-LAS. ALGUNS JURAVAM QUE ERAM VENENOSAS. DIANTE DA POLÊMICA,
PEDI QUE ME ALCANÇASSEM AS LAGARTAS QUE IRÍAMOS ESTUDÁ-LAS.
COLOQUEI EM UM POTE DE PLÁSTICO TRANSPARENTE JUNTO COM GALHOS E
FOLHAS DO PÉ DE MANACÁ. COINCIDENTEMENTE FOI NUMA SEXTA ANTERIOR A
SEMANA LITERÁRIA E DO MEIO AMBIENTE EM QUE AUTORA HOMENAGEADA SERIA
A MARCIA FUNKE DIETER, CUJO LIVRO GABRIELA, A BORBOLETA AMARELA, FOI
A OBRA INSPIRADORA DA SEMANA, DEIXANDO TODA ESCOLA DECORADA COM
BORBOLETAS. ASSIM OS ALUNOS ESTAVAM CIENTES QUE AS BORBOLETAS
PASSAVAM PELA METAMORFOSE (OVO, LAGARTAS, CASULO E BORBOLETA) POR TER
SIDO MENCIONADO PELAS PROFESSORAS DO PROJETO DE MEDIAÇÃO DA LEITURA
DA NOSSA ESCOLA, EM FUNÇÃO DESSA SEMANA LITERÁRIA E DO MEIO
AMBIENTE.
HIPÓTESES
(APOSTAS)
COMEÇAMOS
PELAS APOSTAS (HIPÓTESES). EM QUANTO TEMPO ELAS VIRARIAM LAGARTAS E
QUE CORES TERIAM. AS RESPOSTAS FORAM AS MAIS VARIADAS. DE QUE
LEVARIAM ALGUMAS HORAS, SEMANAS, MESES, ANOS E ATÉ 1000 ANOS. EM
RELAÇÃO AS CORES, O MAIOR NUMERO DE APOSTAS FOI PARA AS CORES DAS
LAGARTAS AMARELA E PRETA.
DÚVIDAS
E RELATOS
É
VERDADE QUE ELA VIVE UM DIA E DEPOIS MORRE?
É
VERDADE QUE DEPOIS DE BOTAR OVOS AS BORBOLETAS MORREM?
EU
SEI QUE AS BORBOLETAS SE ALIMENTAM DO PÓLEN E DAS FOLHAS.
PESQUISAS
EM
MOMENTOS DE AULA PESQUISAMOS NA INTERNET ASSISTIMOS VÍDEOS DE TODO O
DESENVOLVIMENTO DO OVO ATÉ O MOMENTO DO NASCIMENTO DA BORBOLETA,
SAINDO DO CASULO E EM SEGUIDA ELA SE PREPARANDO E SE LANÇANDO PARA O
SEU PRIMEIRO VÔO. ESSE MOMENTO FOI BEM ESPECIAL, ATÉ PORQUE POR
MAIS QUE ACOMPANHEMOS AO VIVO, NÃO FICAMOS OBSERVANDO 24 HORAS PO
DIA, ENTÃO NÃO CONSEGUIMOS ACOMPANHAR TODOS OS O MOMENTOS DA VIDA
DA BORBOLETA.
PESQUISA
NA
BIBLIOTECA, OS LIVROS SOBRE AS BORBOLETAS COMEÇARAM A CHAMAR A
ATENÇÃO DOS ALUNOS, QUE MOSTRARAM COM MUITA SATISFAÇÃO AS
PROFESSORAS O QUE HAVIAM E ENCONTRADO. OS PEQUENOS OLHAVAM
ATENTAMENTE SUAS GRAVURAS E OS QUE SABIAM LER, IAM LENDO AS
CURIOSIDADES QUE FORAM LHE CHAMANDO A ATENÇÃO.
EM
SEGUIDA PASSAMOS A PESQUISAR NESSES LIVROS E ENCONTRAMOS MUITAS
CURIOSIDADES COMO:
A
MAIOR E A MENOR BORBOLETA (3mm e 30cm de envergadura);
A
BORBOLETA CAVEIRA;
A
BORBOLETA COM CAUDA;
OS
ALUNOS TAMBÉM FIZERAM PESQUISAS EM CASAS, LENDO E TROCANDO AS
INFORMAÇÕES COM OS COLEGAS
OBSERVAÇÃO
AS
4 LAGARTAS FORAM ENCONTRADAS NO DIA 20 DE JUNHO.
SE
ALIMENTARAM DAS FOLHAS DO PÉ DE MANACÁ.
TRANSFORMARAM-SE
EM CASULO NOS DIAS: DUAS NO DIA 20, UMA NO DIA 22 E A ULTIMA NO DIA
24 DE JULHO.
TRANSFORMARAM-SE
EM BORBOLETAS: NA MADRUGADA DO SÁBADO 1 DE AGOSTO (2 BORBOLETAS) ,
NA MADRUGADA DE TERÇA-FEIRA DIA 4 DE AGOSTO (1 BORBOLETA) E NO
MEIO-DIA DA QUINTA-FEIRA, 07 DE AGOSTO, NASCEU A ULTIMA BORBOLETA,
QUE FOI LIBERTADA PELA ALUNA BIANCA, QUE ESTAVA MUITO EMPOLGADA COM
ELAS.
UM
BELA SURPRESA: OVOS DE BORBOLETA
NUMA
SEXTA-FEIRA A TARDE, NO DIA 10 DE JULHO , DIA QUE ESTAVA DE PROJETO
ENCONTREI UM BORBOLETA NO PÉ DE MANCÁ, QUE ESTAVA COLOCANDO OVOS.
ENTÃO TIREI FOTOS, E MAIS TARDE COLHI DUAS FOLHAS COM OVINHOS PRA
MOSTRAR PRA OS ALUNOS.O PROFESSOR CRISTIANANREI DO MAIS EDUCAÇÃO ME
ALCANÇOU A LENTE DE AUMENTO E O MICROSCÓPIO PRA QUE PUDESSEM
VER OS DETALHES DOS OVINHOS.
NASCIMENTO
DA BORBOLETA NA ESCOLA.
TODAS
AS TURMAS FORAM ACOMPANHADAS DE SUAS PROFESSORAS, PARA VER A
BORBOLETA QUE NASCEU NO NA ESCOLA, NA TERÇA-FEIRA, DIA 4 DE AGOSTO.
AMPLIANDO
A PESQUISA:
ESTUDAMOS
SOBRE O PÉ DE MANACÁ E ACABAMOS POR CONHECER UMA LENDA DO MANACÁ,
SEGUNDO A QUAL O PÉ ACABOU VIRANDO SIMBOLO DE IRMANDADE, UNIÃO E
AMIZADE.
SOBRE
A LIBERDADE
O
ASSUNTO DA VIDA DOS ANIMAIS NO SEU HABITAT, NA NATUREZA, E NÃO EM
CATIVEIROS E GAIOLAS, E A QUESTÃO DA LIBERDADE TANTO DOS
ANIMAIZINHOS COMO DAS PESSOAS, VOLTOU A SER FOCO DA EDUCAÇÃO
AMBIENTAL, JÁ QUE TAMBÉM ESTAMOS FALANDO DISSO NOS ESTUDOS DAS
ÁRVORES, DO NELSON MANDELA (COM OS ALUNOS MAIORES). OS ALUNOS
FICARAM ENCANTADOS COM A FOTO DE UMA DELAS VOANDO LIVRE NO CÉU AZUL.
E AS BORBOLETAS QUE ELES TEM ENCONTRADO NA ESCOLA, SÃO ASSIM
REFERIDAS: PROFE OLHA A BORBOLETA QUE TU LIBERTOU! COMO ELA TÁ
FELIZ! ESTE TEMA DA LIBERDADE QUE ESTÁ COINCIDINDO COM ESTUDO DA
CAMÉLIA, PLANTA QUE TEMOS NA ESCOLA E QUE SIMBOLIZA O APOIO AO FIM
DA ESCRAVIDÃO. E ACABEI CONTANDO AOS ALUNOS QUE E MOSTRANDO EM FOTOS
QUE AINDA EXISTEM PESSOAS, E INCLUSIVE CRIANÇAS, QUE TRABALHAM EM
REGIME DE ESCRAVIDÃO E/OU FAZEM TRABALHOS FORÇADOS PELO MUNDO
AFORA!
Bibliografia
Borboleta sugando
o néctar das flores do pé de Manacá
Curiosidades-sobre-as-borboletas.
Pé de camélia
terça-feira, 14 de julho de 2015
domingo, 12 de julho de 2015
Lagartas e Borboleta no Pé de Manacá da nossa escola
Desde o dia 20 de junho estamos observando 4 lagartas que foram encontradas no Pé de Mancá da nossa escola. Na sexta a tarde foi vista e fotografada uma borboleta colocando ovos no Pé de Mancá (abaixando a ponta do seu corpo) como vimos anteriormente num vídeo. Agora temos as lagartas no pote e os ovos postos pela borboleta. Junto com isso coincidiu a Semana Literária com o livro Gabriela, a borboleta amarela. de Márcia Dieter Funke, história que foi trabalhada com as crianças, contada pela própria autora e apresentada em teatro pelas professoras da escola.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Um pé de quê
CAMÉLIA
CAMELEIRA, IMPERATRIZ-DO-ORIENTE, JAPONEIRA, JAPÔNICA, ROSA-DO-JAPÃO
NOME CIENTÍFICO
Camellia japonica L.
Camellia japonica L.
FAMÍLIA
Theaceae
Theaceae
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS:
ÁRVORE arbustiva, de até 6 m de altura.
TRONCO castanho e poroso.
FOLHAS elípticas, verdes e brilhantes, com consistência de couro e de margem serrilhada, de 5-12 cm de comprimento por 2,5-5 cm de largura, sustentadas por curtas hastes de 8-15 mm de comprimento.
FLORES vermelhas, grandes e sem perfume, de 5-8 cm de largura, dispostas diretamente sobre os ramos, dotadas de 5 pétalas arredondadas e eretas, de 3-5 cm de comprimento cada, e de numerosos estames branco-amarelados, confinados em um “tubo” composto por estames que se soldaram.
FRUTO globoso, seco e lenhoso, do tipo cápsula, de 4-5 cm de diâmetro, e com casca espessa, que se abre espontaneamente liberando suas sementes.
SEMENTE globosa, grande e castanho-escura.
FLORAÇÃO ocorre no Japão, entre os meses de fevereiro e abril, durante a primavera, e os frutos amadurecem no final do outono, início do inverno. A época de sua floração varia de acordo com o clima em que está inserida, podendo ocorrer durante ano todo em regiões mais quentes.
USO/ÁRVORE de utilização paisagística ampla, adequando-se a jardins de estilo europeu, oriental e contemporâneo.
USO/OUTRAS UTILIDADES existem referências ao seu consumo na cozinha oriental. Das suas sementes é extraído um óleo alimentar conhecido como "tsubaki", também utilizado em cosmética, principalmente em produtos para o cabelo. As suas folhas são utilizadas para infusões, tal como as da sua parente mais conhecida, Camellia sinensis Kuntze, a planta do chá. As suas flores são utilizadas, secas e cozidas, em pratos de arroz tais como o "mochi" japonês. As flores são adstringentes e anti-hemorrágicas, servindo ao tratamento de queimaduras, quando misturadas com óleo de sésamo e aplicadas sobre as zonas afetadas. As flores também têm sido usadas em tinturaria para obter um belo tom de verde.
OBTENÇÃO DE SEMENTES Colha os frutos diretamente da árvore, assim que iniciarem a abertura espontânea. Retire as sementes para a semeadura.
PRODUÇÃO DE MUDAS Coloque as sementes para germinar em recipientes individuais contendo substrato argiloso bem drenado e muito rico em compostos orgânicos, tendendo ao “turfoso”. Deixe-os em ambiente semissombreado e protegido do vento, e conserve-os constantemente úmidos, irrigando moderadamente durante o período das secas. O local definitivo de plantio deve guardar essas condições de solo, irrigação e sombra. São necessários 6 a 7 anos para que a cameleiras entrem em floração pela primeira vez. Pode-se obter mudas vigorosas a partir das sementes, entretanto, por conta da variabilidade genética, quase nunca reproduzem a planta e as flores parentais. Por essa razão, técnicas de multiplicação vegetativa são usualmente empregadas, tais como a “estaca”, o “mergulho” e a “enxertia”. Estacas de ramos jovens, de cerca de 12 cm de comprimento, sem folhas nos primeiros 5 cm basais, e dotadas de 3-4 folhas podem ser diretamente plantadas ao solo para o enraizamento.
REFERÊCIA BIBLIOGRÁFICA Gonçalves, Dina; RIBEIRO, Maria Margarida; ANTUNES, M. Ângela. “ENRAIZAMENTO DE ESTACAS EM CAMELEIRA (Camellia japonica)” in “Agroforum”, Revista da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, n.º 20, Ano 16, 2008 | WEATHERS, John. “Beautiful flowering trees and shrubs for British and Irish gardens”. Simpkin, Marshall, pg. 134 | WICKSON, Edward J. “California garden flowers, shrubs, trees and vines”. READ BOOKS, 2007, p.232 | Ohwi, Jisaburo. “Flora of Japan: (in English) a combined, much revised and extended translation by the author of his @ Flora of Japan (1953) and @ Flora of Japan-Pteridophyta (1957)”. Edited by Frederick G. Meyer and Egbert H. Walker.1965: Smithsonian institution, Washington D.C., p.627-628.
http://www.umpedeque.com.br/bkp/site_umpedeque/arvore.php?id=705
http://www.umpedeque.com.br/bkp/site_umpedeque/
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